O mundo do trabalho mudou, o que vem por aí?

Reflexões sobre mudanças no mundo do trabalho

Oi,

Esta é a edição #10 da nossa Newsletter, dividida em 2 partes:
1 - Algumas questões e conteúdos sobre o mundo do trabalho.
2 - #SextounaDTG: as dicas do nosso time sobre o que curtimos nas últimas 2 semanas :)

Boa leitura e bom fim de semana!


Não sei vocês, mas em alguns momentos durante a pandemia, sempre achei curioso ler ou ver lives ou eventos discutindo o cenário pós-pandemia, sendo que nem sabíamos em que momento estávamos de fato. Talvez fossem debates escapistas ou simplesmente estratégias de preenchimento de agenda, afinal, todo mundo virou conteudista de uma hora pra outra. 

A questão é que, hoje, passado mais de um ano e com o cenário de vacinação um pouco mais claro, podemos ver o que acontece em outros países para avaliar quais são as mudanças mais significativas sobre a relação entre as pessoas e o trabalho.

Será que, de fato, precisamos de jornadas de 40 horas presenciais? Como mudar a forma como pensamos sobre produtividade e engajamento?

Estudo aponta que 8 horas semanais é o período ideal para ter bem-estar psicológico e melhores entregas.

Outra matéria (em inglês) comenta sobre o fim da semana de 5 dias úteis: The five-day workweek is dead.

Sua empresa tem uma política para nômades digitais? Deveria…

Um dos pontos emergentes sobre o tema diz respeito a como liderar e engajar equipes remotas ou mistas. Será que nossas lideranças estão preparadas para conduzir e facilitar o trabalho remoto? Em nosso curso de facilitação online, descobrimos o quanto as pessoas ainda acreditam que é tudo a mesma coisa, que basta replicar o que era feito presencialmente via canais digitais; mas, na prática, as equipes não sentem que isso funciona.

Estou longe de saber as respostas para as perguntas acima e duvido de quem saiba, mas o fato é que estamos todos aprendendo novos formatos. As empresas não fizeram uma migração para a cultura digital; elas foram forçadas a digitalizar suas atividades para conseguir sobreviver. Isso significa que é preciso olhar com mais atenção para os aspectos culturais, subjetivos e comportamentais, em longo prazo, para traçar estratégias e ações organizacionais realmente significativas. O artigo Digitizing Isn’t the Same as Digital Transformation - na Harvard Business Review - fala mais sobre isso.

O que mais ouvimos é que, como as fronteiras entre a vida pessoal e o trabalho se diluíram, estavam todxs se sentindo mais cobradxs, trabalhando mais e, em alguns casos, à beira do burnout.

Caso se identifique com essa descrição, acredite, você faz parte da maior parte das pessoas, como pode ver nos artigos abaixo:

Por que o burnout é um dos grandes problemas da pandemia?

No mundo corporativo e das startups, é preciso redefinir a cultura da pressa e acabar com ideia errônea de que o descanso é para os fracos

Já tem gente tendo pesadelos com a volta ao escritório. Então, faz sentido voltar a uma rotina que não te faz bem? O que as organizações podem fazer para redesenhar suas experiências e ambientes de trabalho para fortalecer a colaboração e o trabalho mais saudável?


Pensando nas diversas experiências de colaboradores e empresas, desenhamos o programa de Employee Experience da DTG e agora lançamos a sua segunda turma no Brasil. A primeira turma teve 24 pessoas de 14 empresas e muita troca de aprendizados sobre como as organizações podem se organizar para lidar com as transformações que estão acontecendo no mundo do trabalho hoje.

QUERO ME INSCREVER :)

Employee Experience de 16 de agosto a 1 de setembro

Por aqui a gente se adaptou, buscou referências, experimentou ferramentas, testou dinâmicas e formatos até conseguir migrar nossa operação, mas existe uma coisa que faz muita falta no nosso trabalho presencial: O ACASO, aquele momento em que estamos à toa e criamos algo, despretensiosamente. Não existe acaso criativo em videoconferências e talvez essa seja nossa maior perda.

Por outro lado, conseguimos agregar pessoas de diferentes cidades e regiões em um mesmo workshop, o que antes era impossibilitado por desafios logísticos.

De qualquer forma, estamos doidos para voltar ao escritório presencial, mesmo que não seja todos os dias, preenchendo as mesmas 8 horas comerciais de sempre, mas para interagir, criar juntos e tomar aquele cafezinho com bolo e pão de queijo de tarde.


 #Sextou na DTG: Antes de nos despedir, aqui vão as dicas do time

  • Thalita Barbalho: Psicologia das cores é um vídeo que mostra como o cinema usa as cores para reforçar emoções, seja em alguns objetos da cena, a iluminação, a decoração ou inundando o quadro completo com uma determinada cor. Essa é uma excelente ferramenta para criar ou amplificar a sensação que o diretor quer transmitir naquele momento. Doçura, inocência, paixão, insegurança, loucura, fantasia, cada uma dessas emoções é reforçada por uma determinada cor. Você saberia dizer por qual?

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  • Jordânia Costa: Achei super criativo. Um toque de humor sobre o uso das máscaras faciais, que se tornaram essenciais no nosso dia a dia.

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  • Paulo Emediato: Os gaúchos do podcast Rock Night gravaram um episódio comigo sobre inovação, empreendedorismo, entre outros temas.

    Também assisti ao documentário Fake Famous na HBO. O filme mostra como funciona a indústria de influencers ao escolherem 3 pessoas normais e transformá-las em celebridades online. É impressionante e assustador.

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  • Ciso Lima: Por que preferimos certas marcas a outras?

    Podcast | Ciência; Branding; Sociedade;

    Será que, quando dizemos que gostamos mais de uma determinada marca, estamos mesmo falando a verdade? O que nos toca primeiro: nossas sensações ou nossas pressuposições? Essas e outras perguntas são postas à mesa no podcast Naruhodo 291. Com direito a reviravolta no final...

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  • Raissa Fontes: Estou assistindo LOKI e toda quarta espero o novo episódio. Também estou aprendendo norueguês. É mais fácil que o alemão, pois eles simplificaram a língua ao tirar conjugação do verbo e variações das palavras dependendo do artigo. Estudo pelo Duolingo e pelo Drops e, todo dia depois do almoço, eu tô digerindo norueguês por uns 15 minutos

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  • Rubens Aguiar: A companhia de dança israelense Batsheva é uma referência mundial quando se pensa em bailarinos criativos e não apenas executores. O coreógrafo Ohad Naharin fala neste vídeo sobre a linguagem do corpo e sobre suas motivações para se manter à frente da direção artística da companhia por 23 anos.

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  • Eduardo Rigotto: Ganhei um presente de aniversário com uma poesia de Fernando Pessoa. A sugestão de hoje é entender as diversas tonalidades da sensibilidade desse autor, que utilizava diferentes nomes para cada uma delas. Um deles é Álvaro de Campos
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  • Dudu Loureiro: Nesta semana, ao invés de dica, deixo meus sentimentos em relação ao falecimento de uma pessoa que, além de amigo, foi uma das pessoas mais relevantes para o design no Brasil na última década. Fábio Palamedi era consultor, professor e um dos fundadores do capítulo paulista do IxDA, que em 2009 organizou o primeiro congresso da associação na América Latina, o Interaction South America. Eu o conheci justamente lá e, desde então, tivemos vários momentos de pura diversão, apoio, quando organizamos o Interaction South America 2011 em BH, além de parcerias em vários projetos. Parte do que é a DTG Brasil hoje foi graças a essa relação. Palamedi, como o chamava, foi cedo demais e compõe as milhares de mortes por covid que poderiam ter sido evitadas neste país. A passagem dele é uma grande perda para toda a comunidade de design brasileira, em especial a de UX. Se hoje o design da experiência do usuário é uma disciplina mais que consolidada no mercado digital, foi graças ao movimento que Palamedi ajudou a começar 12 anos atrás.

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